Arte

Festival Bons Sons 2019 já tem cartaz completo

O programa da décima edição do festival Bons Sons foi apresentado esta terça-feira, em Cem Soldos, no concelho de Tomar. “Reforçar a marca e a identidade do Bons Sons” é a linha em que o festival se quer equilibrar este ano, passados 13 anos da sua primeira edição. Luís Ferreira, do Sport Clube Operário de Cem Soldos, contou à agência Lusa que o Bons Sons se propõe a fazer “uma reflexão sobre o papel da cultura, em especial no espaço público descentralizado e rural”.

“Mais aldeia e menos pessoas” foi o mote que a organização tomou para reduzir a lotação de 40 mil para 35 mil pessoas. O festival, que se tem distinguido pela ecologia e pela descentralização da cultura, vai receber na aldeia de Cem Soldos mais de 50 concertos nos quatro dias de festival (de 8 a 11 de agosto).

Programa do festival Bons Sons’19

Este ano, a aldeia vai abrir espaço a mais dois palcos, com os nomes de António Variações e de Carlos Paredes, passando a ter 10 espaços distintos para a música. Foi revelada também esta terça-feira a parceria feita entre o festival e o Fumaça, um projeto de jornalismo independente que, além de organizar debates e conversas durante o festival, vai também “lançar um livro ilustrado sobre uma década de edições e música portuguesa”, nas palavras de Luís Ferreira.

O concerto de abertura vai contar com a Orquestra Filarmónica Gafanhense, que vai compor e interpretar 10 temas, um por cada edição do festival. Moullinex é o responsável pelas despedidas da aldeia de Cem Soldos, no final do dia 11.

O Bons Sons vai apostar na segurança da aldeia, tendo, pela primeira vez, um hospital de campanha. Como está escrito no manifesto publicado no mês de março pela organização, o Bons Sons consiste num festival e numa aldeia que “existem e que querem existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do território, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, por projetos de território, por uma ação sustentável, pela criação de espaço público e pela cultura popular”.

Fotografia Sapo 24

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